LANÇAMENTO DA 1ª REVISTA

Núcleo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares em Musicoterapia

 

 

APRESENTAÇÃO

O Núcleo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares em Musicoterapia –NEPIM, foi formado em 2008 por professores musicoterapeutas da Faculdade de Artes do Paraná com o objetivo de estudar temas referentes à prática e a teoria da musicoterapia. Nesse caminho, outros pesquisadores se agregaram ao Núcleo que, enriquecido pela diversidade de perspectivas vindas das áreas da fonoaudiologia, da educação especial, das artes visuais e da música, ampliou seu espaço de reflexão e assumiu a interdisciplinaridade como princípio da construção de conhecimento.

Após um ano e meio de trabalhos e discussões, os membros do NEPIM reuniram, em forma de artigos, o resultado desse trabalho de parcerias. Em posse da cuidadosa produção, o desejo pela publicação foi unânime: o conhecimento é para ser socializado! Surgiu então, a ideia da implementação de um periódico dirigido à divulgação dos estudos e pensamentos oriundos de nossas pesquisas.

Assim, apresentamos a Revista do Núcleo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares em Musicoterapia. O periódico, de publicação anual, procura divulgar a produção do ensino, da pesquisa e extensão, no âmbito da musicoterapia e de outras áreas do conhecimento que articulem a arte ao desenvolvimento humano.

É com grande satisfação que lançamos o primeiro número da Revista. Aqui estão reunidos trabalhos que abordam a música, a arte, a linguagem, a educação e a musicoterapia por óticas diversas e originais. No primeiro artigo, Mariana Arruda, Rosemyriam Cunha e Stela Maris da Silva discutem a compreensão do homem e da música em diferentes épocas históricas. A reflexão culmina com a articulação dos elementos básicos da práxis musicoterapêutica: homem, música e ação musicoterapêutica.

No segundo artigo, Lydio Roberto Silva, apoiado em conceitos da estética musical de Koellreutter, apresenta a música como um elemento relacional que se concretiza em um espaço e tempo simultâneos. O autor defende a ideia de que o ser humano determina e é determinado pelos momentos, locais e circunstâncias nos quais produz a música.

Clara Márcia Piazzetta, no terceiro artigo, faz uma reflexão filosófica sobre a música no contexto musicoterapêutico. A partir de conceitos defendidos na Grécia Antiga e trazidos até os tempos atuais, a autora mostra que a unicidade homem/música permanece.
A criatividade e a estratégia de ação resolução de problemas (RP) são temas desenvolvidos no artigo de Bernardo Grassi e Felipe dos Anjos, no quarto artigo. Os autores discutem as possibilidades da utilização dessa ação e a apresentam como uma alternativa para estimular alunos e professores a desenvolverem habilidades e soluções inovadoras no contexto do ensino e da aprendizagem musical

Em trabalho a quatro mãos, Pierângela Simões e Lydio Roberto Silva tratam da prevenção de distúrbios da linguagem por meio de brincadeiras cantadas, no quinto artigo da revista. Os autores falam das ressonâncias possíveis de serem causadas por essa iniciativa, no espaço da educação

infantil, uma vez que a música pode envolver a criança em ações lúdicas e promover seu desenvolvimento global.
No sexto artigo, Carlos Mosquera e Rosanny Teixeira, discorrem sobre o transtorno autístico (TA). Os pesquisadores apresentam novas possibilidades de auxílio no diagnóstico e formas alternativas de linguagem para o estabelecimento da interação pedagógica com alunos com pautas autísticas.

Para encerrar, Noemi Ansay apresenta sua pesquisa sobre a inclusão de alunos surdos no ensino superior. Em discussões profundas a autora instiga o leitor a pensar nas políticas de inclusão no contexto educacional brasileiro.
Concluo esta apresentação com um agradecimento a todas as pessoas que ao se envolverem, tornaram possível a concretização desta Revista. A estes e a todos, uma boa leitura!

Curitiba, 15 de Julho de 2010

Rosemyriam Cunha
pesquisa.musicoterapia.fap@gmail.com